13. EM MEU NOME EXPULSARÃO DEMÔNIOS

O primeiríssimo sinal que, segundo Jesus disse, haveria de seguir aqueles que crêem é: Em meu nome expulsarão demônios (Marcos 16.17). Em outras palavras, exercerão autoridade sobre os demônios.
Ele não disse que este sinal seguiria os pregadores. Não são apenas os pastores que têm autoridade sobre os demônios em Nome de Jesus, mas, sim, todos os crentes.
Os crentes devem saber que possuem esta autoridade.
A Bíblia, nosso manual, registra o seguinte exemplo. Em Nome de Jesus, Paulo expulsou um demônio de uma moça endemoninhada, libertou-a e sacudiu a cidade de Filipos até os próprios alicerces.
ATOS 16.16-18
16 E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.
17 Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo.
18 E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: EM NOME DE JESUS CRISTO, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu.
Note que esta moça era “possessa de espírito”. Paulo não falou à moça. Falou ao espírito. Disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu (v. 18).
Aquele espírito tinha de sair. Não existia nenhuma possibilidade de ele não sair. Lembre-se de que Filipenses 2.9,10 diz: Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão (de seres) nos céus, (de seres) e na terra, e ( de seres) debaixo da terra.
Aquele espírito tinha de curvar-se ao Nome. Os demônios têm de sair diante deste Nome. É o Nome que opera isto. E este Nome tem para a Igreja hoje o mesmo poder que tinha naquele tempo. Que tesouro temos no Nome de Jesus! Como, porém, o temos negligenciado!
E. W. Kenyon observou:
Pensaríamos, naturalmente, ao ler nossa literatura religiosa moderna, e ao ouvir os sermões de um pregador mediano, que os demônios tinham cessado de existir, ou que foram acurralados juntos às favelas da cidade e que estavam passando a totalidade do seu tempo entre as camadas mais baixas da humanidade.
Em dezembro de 1952, enquanto eu e um pastor orávamos na cozinha da sua casa pastoral, o Senhor Jesus Cristo apareceu diante de mim numa visão. Disse: “Vou-lhe ensinar a respeito do diabo, dos demônios e dos espíritos maus. Desta noite em diante, aquilo que na Minha Palavra é chamado “o discernimento de espíritos” operará na sua vida e no seu ministério, quando você estiver no espírito.”
Fiquei arrebatado naquela visão durante uma hora e meia enquanto Jesus me ensinava.
Durante a visão, vi um espírito operando através de certo indivíduo, perturbando um pastor e criando problemas que poderiam ter provocado uma divisão na igreja.
“Não lide com a pessoa”, Jesus me disse. “Lide com o espírito.”
(Temos perdido o alvo ao procurarmos lidar com a pessoa. Paulo falou ao espírito, e não à moça.)
“Como faço isto?” Perguntei. O pastor estava no mesmo estado do país que eu, mas aquela outra pessoa estava em outra parte do país.
“Não há distâncias na dimensão do espírito”, disse o Senhor. “Simplesmente fale para aquele espírito, e ordene-lhe, em Meu Nome, dizendo: “Espírito imundo que está operando na vida de (Ele pronunciou o nome da pessoa), que está perturbando e embaraçando o ministério do servo do Senhor (pronunciou o seu nome), mando-te que desistas da tua operação e que cesses tuas manobras, neste mesmo momento.” “
Na visão, consegui ver o espírito que estava operando através daquele indivíduo. Quando eu disse aquilo que Jesus me mandou dizer, aquele espírito agachou-se, choramingando e lamuriando-se como um cachorrinho castigado.
Então, falou para mim: “Sei que tenho de ir se o Sr. me mandar embora, mas não quero ir”.
Eu disse: “Já te mandei, em Nome de Jesus Cristo”.
Não se tratava dele ter medo de mim - Kenneth Hagin -(por mim mesmo), mas lembrou-se como Jesus morreu e foi para o inferno em meu lugar, e como, lá embaixo nas regiões escuras dos perdidos, no próprio reino de Satanás, Jesus derrotou-o. Lembrou-se como Jesus ressuscitou e lançou para trás as forças das trevas; como Ele despojou principados e potestades. Lembrou-se como Jesus paralisou Satanás. Lembrou-se como Ele destronizou-o. Por isso, aquele espírito ficou com medo. Diante do Nome de Jesus, partiu e nunca mais provocou problemas no ministério daquele homem.
Pouco tempo mais tarde, eu realizava uma reunião em Pueblo, Colorado. Certo homem veio pela ordem da fila enquanto estávamos impondo as mãos sobre os enfermos. Contou-me que era nervoso e que não conseguia dormir. (Sua esposa contou-me mais tarde que ele tivera problemas na sua saúde mental e que já havia seis meses que não conseguia trabalhar. Os médicos tinham dito a ela que o próximo passo necessário seria mandá-lo para o manicômio estadual.)
Coloquei as mãos sobre ele e orei pela sua cura - que seus nervos fossem sarados, e que ele pudesse dormir. Aí, passei a orar pela próxima pessoa na fila. Continuei ministrando a mais quatro ou cinco indivíduos. Cerca de dez minutos tinham passado desde o momento em que este homem voltara para seu assento, que ficava à minha direita.
Acontece que dei uma olhada na direção dele - e, com meus olhos bem abertos, Deus me permitiu que enxergasse a dimensão espiritual (o dom do discernimento de espíritos é ver ou ouvir dentro da dimensão espiritual). Vi um demônio sentado no seu ombro direito. Parecia um macaco de pequeno porte. Segurava a cabeça do homem numa chave de braço. Compreendi o que estava errado com o homem.
Disse-lhe: “Volte para cá”.
Quando ele veio andando, eu consegui ver o demônio sentado no seu ombro tão claramente quanto via o homem.
Eu disse ao demônio: “Você terá de ir embora”.
Ele disse: “Sei disto. Sei que tenho de ir embora, se o Sr. me mandar”.
Eu disse: “No Nome, no Nome do Senhor Jesus Cristo, deixe a mente e o corpo deste homem, agora mesmo”. Vi-o cair do ombro do homem, para o chão. Ficou deitado ali, choramingando, e lamuriando-se, e tremendo. Eu disse: “Não é somente deixar o corpo do homem, como também deixar este recinto”. Saiu correndo por uma porta lateral.
O homem ergueu as mãos e começou a louvar a Deus. Seu rosto se iluminou. Disse, então, sem saber o que eu tinha visto (só lhe contei posteriormente): “Parecia que tinha uma cinta de ferro ao redor da minha cabeça, e simplesmente quebrou-se com um estalo. Estou livre! Estou livre!” Vi-o 16 anos mais tarde, e ele ainda estava livre.
Quando o Senhor me tem permitido ver dentro da dimensão espiritual, todas as vezes estes espíritos tremem e se convulsionam. Mas isto sempre acontece, quer eu veja, quer não, porque conheço a autoridade do Nome de Jesus. E eu posso falar ao diabo sem vê-lo - assim como posso falar com Deus sem vê-Lo.
Se esta verdade chegar a raiar em nossos corações como crentes, a vida será diferente: Este Nome nos pertence, e o diabo tem medo de nós.
Certa vez preguei em uma igreja onde encontrei enorme dificuldade em conduzir minha pregação. O povo era bom. Amava ao Senhor. Amava a minha pregação. Mas era duro pregar ali. A própria atmosfera era dura. Tudo quanto eu dizia, parecia saltar da parede de volta contra o meu rosto.
Alguns meses mais tarde, estava de volta naquelas redondezas, pregando um reavivamento em outra igreja. Voltei para aquela primeira igreja e passei algum tempo com o pastor e sua família. Preguei na igreja deles em um culto de vigília do Ano Novo. No dia seguinte, a esposa do pastor perguntou: “Irmão Hagin, está vendo alguma diferença na nossa igreja?” Eu disse: “O que quer dizer com isto?” Ela disse: “É mais fácil pregar? O que me diz a respeito do púlpito agora?”
Respondi: “Há tanta diferença quanto há entre a luz do dia e a escuridão. Não parece ser o mesmo púlpito. Não parece ser a mesma igreja”.
Ela disse: Taça meu marido contar-lhe tudo”. Ele disse: “Não conto nada às pessoas acerca disto, porque podem pensar que estou louco”.
(O mundo espiritual deve ser tão real para nós quanto a água é real para um peixe - porque é este o mundo no qual estamos nadando em derredor. Quando, porém, alguém ocasionalmente toca neste mundo espiritual, visto que a maior parte da igreja vive nas coisas naturais e é motivada pela carne, pensam que aquela pessoa está louca, uma fanática.)
“Não conto a todos”, disse o pastor, umas contarei para você”. Fiquei muito preocupado. Esta era a igreja mais difícil onde eu já pregara. O púlpito parecia manter-se num cativeiro. Eu sabia que os membros me amavam. Davam-nos um bom sustento. Tínhamos boa fraternidade com eles nos seus lares. Mas aquele púlpito era como uma boa cadeia.
“Comecei a jejuar e orar a respeito. No sétimo dia do meu jejum, estava ajoelhado na plataforma, cerca de um metro atrás do púlpito, quando olhei casualmente diretamente em cima do púlpito. O forro do telhado desapareceu”.
O discernimento de espíritos manifestou-se. Deus deixou-o ver para dentro da dimensão espiritual. Viu, sentado lá nas vigas diretamente acima do púlpito, um espírito enorme. Parecia um mandril grande. Era do tamanho de um homem.
O pastor disse: Achei-me dizendo: “Você vai ter que descer”. Ele nada disse, mas parecia que se encolheu como quem não queria obedecer. Eu disse: “Desça em Nome do Senhor Jesus Cristo”.
“Ele caiu para cima do púlpito: depois, pulou para o chão. Eu lhe disse: “Saia daqui!” Ele não disse nada, mas olhou para mim como se dissesse: “Não quero”. Eu disse: “Vá marchando para fora daqui, em Nome de Jesus”. Ele marchou até descer da plataforma. Eu marchei logo atrás dele. Ele caminhava quatro ou cinco passos, e, então, parava olhando para mim, quase implorando. Eu dizia: “Não, continue”. Mas ele se recusava a movimentar-se até que eu dissesse: “Em Nome de Jesus”.
“Descemos pela passagem entre os bancos da igreja, pairando depois de cada quatro ou cinco passos. Fui adiante dele para abrir-lhe as portas do vestíbulo. (O espírito poderia ter atravessado as portas, é lógico, mas é isto que o pastor fez.) Aquela coisa não queria passar pela saída até eu dizer: “Em Nome de Jesus”.
“Depois, abri a porta da frente. Dei um passo para trás e disse: “Vá andando para fora”. Ele ficou parado ali. Não disse palavra alguma, mas eu percebi pela expressão do seu rosto que estava me implorando: “Não faça isto!, Eu disse: “Em Nome de Jesus”, e ele foi andando”.
“Desceu pelas escadas da igreja, e chegou até ao meio do pátio. Depois, parou, virou-se, e olhou outra vez para mim. Eu disse: “Nada disto. Vá andando em Nome de Jesus”“.
“Chegou até à calçada. Eu disse: Vai ter de ir andando. E nunca mais volte para este local”. Ficou ali parado, até eu dizer: “Em Nome de Jesus”. Então, atravessou a rua correndo e desceu correndo o outro lado da rua, cerca de meio quilômetro. Observei-o entrar correndo numa boate chamada: A Cabana Verde. Na noite seguinte, a boate foi incendiada”.
“Desde então, ficou fácil pregar aqui. Os membros notaram este fato. Têm perguntado: “O que aconteceu? Mas eu não lhes contei”.
Depois que Jesus apareceu a mim em 1952 e me ensinou a respeito do assunto dos demônios, com base na Palavra de Deus, fui guiado para estudar este assunto com mais afinco. Descobri que as Escrituras ensinam muita coisa acerca dos demônios, dos seus hábitos, da sua influência, e do seu poder sobre os homens.
Efésios 6 ressalta um combate. Este combate não é contra outros seres humanos; não é contra o sangue e a carne.
EFÉSIOS 6.12
12 Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
Leia a passagem inteira (Efésios 6.11 -18) e você descobrirá que esta luta está especialmente ligada com a área da oração.
Observe o que Paulo escreveu para a igreja em Colossos a respeito de um ministro chamado Epafras:
COLOSSENSES 4.12
12 Saúda-vos Epafras, que é dos vossos, servo de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus.
A palavra grega traduzida aqui por esforçar-se sobremaneira é interpretada por outras traduções por lutar. Significa contender, esforçar-se, combater. Epafras estava sempre contendendo, esforçando-se, combatendo em prol dos efésios nas suas orações.
Contra quem estava lutando? Contra quem estava agonizando? Certamente não com Deus Pai. É a vontade de Deus abençoar os homens.
A oração não muda a Deus. Deus não muda. Nele não pode existir sequer uma sombra de mudança (Tiago 1.17).
Podemos orar de acordo com a vontade de Deus (a Bíblia) e receber os provimentos que Ele reserva para nós. Mas não lutamos, não contendemos, não nos esforçamos nem combatemos contra Ele. A luta é contra a força invisível que está guerreando, de modo inteligente, contra o propósito de Deus.
Esta força invisível é, logicamente, o diabo, e os demônios e toda a sua atividade. O diabo guerreia contra o plano de Deus.
Ele tem guerreado contra o ministério que Deus me chamou para cumprir. Eu me trancava na última igreja que pastoreei durante dois ou três dias a fio - só jejuando e orando. Deus estava lidando comigo para eu deixar o pastorado e sair para o ministério do campo. Portanto, deixei aquela igreja em 1949 e saí para o campo. Tenho feito isto desde então.
Mas vou lhe dizer que, naqueles primeiros seis meses, lutei contra mais demônios do que tinha feito durante todos os quinze anos de meu ministério. Vieram contra mim como uma quadrilha. Veja bem, se pudessem ter frustrado o plano de Deus, teriam impedido o que estamos fazendo hoje. Houve uma luta! E eu não sabia tudo quanto sei agora (foi assim que aprendi muitas coisas). Além disso, os demônios dominam as pessoas de tantas maneiras que não fazemos idéia. Procuram impedir as pessoas de virem a Deus. Procuram reter os cristãos de crescerem espiritualmente.
Em outubro de 1963, vim para Tulsa para falar certa noite de sábado num banquete da Associação dos Homens de Negócio do Evangelho Pleno, para, então, ensinar, a partir da segunda-feira seguinte até a sexta-feira, um seminário sobre o Espírito Santo para a ADHONEP. Realizamos o seminário numa igreja local. Deus começou a agir - e, em vez de durar cinco noites, a reunião durou oito semanas.
Ministrei em dois cultos por dia - de manhã e à noite -durante aquelas oito semanas. Certa tarde, entre os cultos, estava numa das salas da Escola Dominical, orando a respeito do culto da noite. Cansara-me de ficar de joelhos, e estava deitado de costas no tapete, orando em outras línguas.
De repente, o Espírito de Deus me falou a respeito do meu genro, Buddy Harrison.
O Reverendo Harrison é, no momento presente em que este livro está sendo escrito, pastor fundador da Comunhão Cristã da fé em Tulsa, Oklahoma. É também presidente da Casa Publicadora Harrison House. Mas em 1963, tinha problemas.
Ele não conseguia ficar firme em coisa alguma. Não queria manter-se em emprego algum; simplesmente o deixava e saía andando. Não ficava na igreja. Um dia podíamos vê-lo na igreja regendo o coro, e tudo estaria ótimo. Em outro dia podíamos vê-lo fora da igreja, soprando fumaça de charuto no meu rosto. Eu nunca falava coisa alguma. Eu simplesmente o amava. Eu sabia que o diabo tinha as garras nele. Ele era uma montanha russa, ou um cristão ioiô. Para cima e para baixo. Para dentro e para fora.
Sendo assim, enquanto eu ficava ali deitado de costas orando em outras línguas acerca do culto daquela noite, o Espírito de Deus me disse de repente: “Há três demônios que seguem Buddy por onde ele vai”.
Tive uma visão espiritual rápida. Vi-o andando pela calçada. Estava sendo seguido por três cachorrinhos, conforme parecia - um a direita da calçada, um à esquerda e um no meio.
O Espírito de Deus disse: “Voltará à direita e se entregará ao demônio da direita. Então, voltará à esquerda, e se entregará ao demônio da esquerda. Depois, voltará e se entregará ao demônio do meio. Parece às vezes que ele é uma pessoa diferente”.
Conforme o demônio ao qual Buddy se entregava, ele agia daquela maneira. Os parentes até tinham observado: “Não entendo Buddy. É esquizofrênico?”
Buddy era um cristão nascido de novo e cheio do Espírito.
Mas não é porque alguém foi cheio do Espírito Santo que não é mais capaz de ceder ao diabo. A pessoa ainda tem uma vontade própria. Você pode entregar-se ao diabo e deixar o diabo dominá-lo em qualquer tempo que você quiser. Você pode ceder à carne e deixar dominá-lo. A Bíblia ensina que temos de lidar com o mundo, a carne e o diabo. Mas você não está obrigado a ceder a qualquer destes, graças a Deus!
0 Senhor me disse: “Fale para aqueles espíritos. Mande-os em Meu Nome, o Nome de Jesus, desistir das suas manobras. Ordene-os a parar”. Eu disse: “Eu estou em Oklahoma. Buddy está em Texas”. Ele disse: “Na dimensão espiritual não há distância”. Respondi: “Diga-me outra vez exatamente como faço isto”.
Ele disse: “Você diz: “Em Nome do Senhor Jesus Cristo, ordeno que vocês, os três espíritos imundos que seguem Buddy por onde ele vai, desistam das suas manobras e cessem suas operações” “. Ergui-me para uma posição sentada e disse aquilo. Então veio para mim a Palavra do Senhor, dizendo: “Dentro de dez dias ele terá um emprego. Continuará no emprego até fazer outra coisa que tenho para ele”.
Escrevi num papel, marquei a data e coloquei o papel na minha carteira. Na próxima ocasião em que vi Buddy, ele disse: “Meu sogro, consegui um emprego”. Eu disse: “Sei disto”. Tirei aquele papel da carteira e o passei a ele. Ele disse: “Foi exatamente neste dia que consegui o emprego”, ao contar dez dias a partir da data marcada ali.
Permaneceu naquele emprego e foi um grande sucesso. Nomearam-no gerente assistente - e queriam colocá-lo como gerente de outro negócio. Mas Deus o chamou para Minneápolis para ser regente do coro de uma igreja.
O chefe dele comentou o seguinte com alguém que contou para mim: “Não entendo aquele jovem. Foi para aquele lugar distante para dirigir cânticos por US$ 100 por semana. Eu lhe ofereci US$ 20.000 por ano para dirigir este negócio. Garanti-lhe US$ 30.000 dentro de 18 meses. Não há dúvida de que dentro de 5 anos ele poderia estar ganhando US$ 50.000 ou US$ 60.000”.
Mas Buddy queria obedecer a Deus - e tem andado com Deus desde então.
Não lutei contra a carne e o sangue. Não lidei com Buddy.
Nosso problema é que continuamos lidando com a pessoa - ao passo que o problema talvez não seja com a pessoa.
Como pastor, vi pessoas que pareciam estar presas por forças invisíveis. Isto me causou muita preocupação. Pensava comigo como poderia ajudá-las. Muitas vezes, fui guiado para ordenar que os poderes invisíveis sobre elas fossem quebrados. Funcionou. Dizia apenas: “Em Nome de Jesus, ordeno que o poder de Satanás sobre esta vida seja quebrado”. Instantaneamente, a pessoa era liberta. Vi isto acontecer uma vez após outra.
Eis o que Kenyon disse neste sentido:
Descobri que a razão por que muitos homens não aceitaram Jesus como Salvador foi porque ficaram presos pelo poder dos demônios.
As pessoas estão famintas; querem a libertação do pecado; anseiam pela vida eterna, mas muitas delas são incapazes de romper os laços que as prendem.
Centenas de pessoas me disseram: “Não posso tornar-me um cristão. Quero, mas algo me prende”.
Simplesmente tenho colocado a mão no ombro de tais pessoas, dizendo: “Em Nome de Jesus de Nazaré, ordeno que o poder que o prende seja quebrado. Agora, em Seu Nome poderoso, fique de pé”.
Com lágrimas de alegria, têm obedecido.
Já orei com homens que estavam presos por hábito - o fumo, a bebida, as concupiscências, e, no mesmo Nome poderoso, os tenho visto libertos, geralmente de modo instantâneo.
Não creio que Deus queira que Seus filhos sejam presos por coisa alguma. Simplesmente não deixo que coisa alguma me domine.
Como jovem pastor batista de uma igrejinha do interior, aceitei um emprego numa loja no mês de Natal para ganhar um dinheiro adicional. Várias vezes por dia, nós, os balconistas, revezávamos para comprar refrigerantes do tipo cola no restaurante ao lado. Eu estava bebendo de quatro até seis por dia. Terminado o horário do serviço, cada vez que passava por aquele café, sentia-me obrigado a tomar cola. Certo dia, fiquei parado na frente daquele café e disse: “Não deixarei que as colas me dominem. A partir de hoje, nunca beberei outra”. Nunca mais tomei uma cola desde aquele dia até hoje, e já se faz quase meio século.
Não digo que é pecado beber colas. Mas se você for um alcoólatra, cafeólatra, ou qualquer outro tipo de “latra”, não se deixe dominar. Se você se sente obrigado a tomar alguma coisa, largue-a. Afetará a sua fé - impedirá sua fé de funcionar.
Recuso-me a deixar coisa alguma me dominar. Bebo chá gelado. Faz pouco tempo, parecia que não podia passar sem ele. Daí, larguei-o por um período - só para comprovar que não era obrigado a tomá-lo.
Certo homem veio para mim com lágrimas nos olhos depois do culto da noite. Disse: “Irmão Hagin, você não me condenou, mas meu próprio coração me condena. Tenho 63 anos de vida. Fumo cigarros desde os 12 anos de idade. Quero ficar livre. Pode ajudar-me?”
Eu disse: “Posso, certamente. Tudo quanto você tem de fazer é dar licença d”eu agir”.
Ele disse: “Dou-lhe licença. Quero ser ajudado”.
Coloquei a mão no ombro dele e disse: “Em Nome de Jesus, quebro o poder da nicotina sobre a sua vida. E vou dizer isto pela fé: o próximo cigarro que você fumar lhe dará ânsia de vômito”.
Contou-me mais tarde: “Fui para casa naquela noite. Geralmente, a última coisa que fazia antes de ir para a cama era fumar um cigarro. Não sei por que, mas não fumei naquela noite. Não fumei na manhã seguinte. Mas coloquei os cigarros no bolso ao sair de casa”.
Este homem era motorista de caminhão. Naquela manhã, deu carona a um conhecido. O passageiro estava fumando quando entrou na cabine do caminhão.
“Nunca tive tanto enjôo na minha vida”, o homem me contou. “Abaixei a janela para ter mais ar. Finalmente, tive de pedir-lhe que apagasse seu cigarro”.
Este homem veio procurando ajuda. Eu não poderia fazer aquilo por toda e qualquer pessoa. É possível que não queiram ser ajudadas. Mas, graças a Deus, quando as pessoas querem ser ajudadas, há autoridade no Nome de Jesus para ajudá-las.
Os demônios procuram impedir as pessoas em todos os aspectos da vida espiritual. Procuram afastar as pessoas de todas as bênçãos de Deus.
Os cristãos que se sentiam por demais tímidos para testificar, ou para orar em público, têm tido a língua instantaneamente liberta, em Nome de Jesus.
Sempre devemos estar sensíveis ao Espírito Santo quando estamos lidando com as pessoas. Quando, por exemplo, oramos para cristãos serem cheios do Espírito, às vezes é o
diabo que os detém. Não é sempre assim, mas estou sensível ao Espírito Santo quando oro com as pessoas, e sei quando o caso é assim.
Sabia que era assim com certa mulher quando me contou o número de anos que sua busca já levara. Coloquei a mão no ombro dela e disse: “Repreendo-o, espírito imundo da dúvida. Em Nome de Jesus, deixe esta mulher”. Imediatamente, ela começou a falar em outras línguas.
Isto tem acontecido uma vez após outra. Apenas coloco a mão no ombro da pessoa e, muito calmamente, muito quietamente, às vezes quase inaudivelmente, digo: Repreendo todo diabo que está prendendo esta pessoa”. Imediatamente, a pessoa levanta as duas mãos e começa a falar em outras línguas.